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sexta-feira, 6 de abril de 2012

O JARDINEIRO DA NOVA CRIAÇÃO (Reflexão da Sexta-Feira Santa)

Nesta sexta-feira santa, uma pequena reflexão para você pensar sobre o mistério pascal da paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Na voz inconfundível de CID MOREIRA, convidamos os que nos visitam à REFLEXÃO sobre a SEXTA-FEIRA SANTA.

video
Desculpe-nos o áudio, ele sofre uma alteração  ao ser postado.

"O JARDINEIRO DA NOVA CRIAÇÃO"
Texto: Arnaldo de Vivi

Extraído do "AGORA VALE A VIDA" - CID MOREIRA
1993 - COMEP  -  Faixa 4, lado A

domingo, 1 de abril de 2012

A NOSSA SEMANA SANTA - 1ª Parte

Estamos entrando na Semana Santa, apenas a 5 dias que nos separam da grande festa da Páscoa. Há quase 2000 anos, um revolucionário andava pela Judéia e espalhava o amor e a fraternidade em prol de um Reino que Deus entregaria aos selados por Sua graça. Por sua causa, a história foi dividida em duas, “antes e depois de Cristo”, mas hoje em dia, parece que estamos mais antes do que depois de Cristo. Com dores humanas, com corpo humano, com dificuldades humanas, mas com uma conduta santa, Jesus viveu entre os judeus do Século I d.c. e sofreu das maiores perseguições a partir do ponto de vista de Herodes que não permitia outro rei, até o maior das humilhações quando pendurado no alto de uma cruz na festa da antiga páscoa. Um dia, já com trinta anos (segundo a tradição), resolveu deixar seu convívio com a carpintaria de seu pai terreno, São José, e saiu a pregar o Novo Reino. Enfrentou a ira de prepotentes desde o seu primeiro ministério quando leu na passagem de Isaías o envio do Filho de Deus. O filme Jesus de Nazaré de Franco Zefirelli, rodado em 1977 na Itália e na Palestina, traz esta passagem, quase que esquecida pelos outros filmes do gênero. Mostrou que era filho de Deus também ao realizar seus milagres, mesmo pequenos e ao mesmo tempo abrangentes em repercussão, os que o escutavam se maravilhavam. Recordamos também esta semana passada a passagem da mulher adúltera que Jesus consolou, dizendo aos seus acusadores a frase que correu o mundo até os dias de hoje: “Aquele que não tiver nenhum pecado, que atire a primeira pedra.” (Jo 8, 7). A Semana Santa na Liturgia começa sempre alguns momentos depois deste julgamento. O Domingo de Ramos, o primeiro dia da Semana Santa, nos lembra que Cristo (implicitamente o Rei Eterno) escolheu um jumentinho e montou nele para percorrer as ruas de Jerusalém sendo aclamado pelos judeus, e piamente odiado pelos Sacerdotes do Sinédrio que na quinta feira santa, logo após a Ceia Santa, realizada no Cenáculo que ainda existe na cidade de Jerusalém, dirigiu-se ao Jardim das Oliveiras (ou Getsêmani) para rezar e onde hoje se encontra a Basílica de Todas as Nações em Jerusalém. A Semana Santa alcança seu ápice quando na sexta santa, Jesus é levado preso após a traição de Judas, e julgado diante do Sinédrio, diante do Sumo Sacerdote, diante de Herodes, diante de Pilatos, o único que o considera inocente, e finalmente diante da população, que o aclamara dias antes como rei, ludibriada pelo corpo de sacerdotes e com medo de uma represália diante de César. Todos se lembram o que acontece depois, seja com a trave ou com a pesada cruz às costas, Jesus caminha pelas lajes (pedras) de Jerusalém, algumas vezes caindo com o rosto direto ao chão. Pesquisas recentes do sudário afirmam que na segunda ou terceira queda, Jesus raspou as pedras da rua com o osso do joelho, o que provocou uma hemorragia sem precedentes por parte dos chicotes nas costas. Como punição final ao maior de todos os inocentes, todos olham com frieza a dor aguda de ser pregado diretamente na pele e de permanecer quase três horas de suplício ininterrupto no alto de uma cruz. Nossa Senhora com uma espada no coração, Maria Madalena consolando às outras Marias e São João Apóstolo aos pés da Cruz chorando a morte daquele que deveria receber a coroa mais bonita e recebe logo uma coroa de espinhos. Até a sexta feira santa, é tempo de pensar e refletir. Por ocasião da missa da Sexta Santa, em que se beijam os pés da Santa Cruz, a procissão com a imagem do Senhor dos Passos, em algumas paróquias do Brasil percorre ruas anunciando a morte de Nosso Senhor. Logo após, aqui em Mossoró, tem início a Procissão com as imagens de Nossa Senhora da Soledade (ou das Dores) acompanhada pela imagem de Nosso Senhor Morto, que vai da Catedral de Santa Luzia até a Capelinha de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. No Sábado de Aleluia, uma multidão de velas inunda o ambiente de luz ao serem acendidas pelo fogo novo do Círio Pascal. Vale salientar que na Igreja Matriz de São José o espetáculo é ainda mais interessante, pois, antes da celebração, as luzes da Igreja são apagadas. Os fieis, iluminados apenas pelas luzes exteriores acendem as velas na luz do Círio Pascal e aclamam a entrada da Imagem de Nosso Senhor Ressuscitado que entra iluminado pelas luzes das velas e pelo som alegre de cânticos pascais e alegres anunciando a Ressurreição de Nosso Senhor. A Missa do Domingo da Ressurreição é o que fecha essa celebração com alegria e o retorno do Canto de Louvor, que desde a Quarta de Cinzas era omitido do Hinário Litúrgico. Vamos rezar para que esta páscoa seja uma Páscoa santa, frente à perda dos valores cristãos que se generaliza pelo Brasil e pelo mundo. Vamos acompanhar uma páscoa santa seguindo a esperança que nos deu Jesus em sua Ressurreição. A todos, uma Semana na humildade e na caridade, acima de tudo. Maranatha, Vem, Senhor Jesus!

Pedro Augusto de Queiroz
Bacharelando do 5° Período de Ciências Sociais da UERN