SANTÍSSIMA TRINDADELetra e Música: Pe. Zezinho SCJ Senhor e Criador que és nosso DeusVem inspirar estes filhos teusEm nossos corações derrama tua pazE um povo renovado ao mundo mostrarás Sentimos que tu és a nossa luzFonte do amor, fogo abrasadorPor isso é que ao rezar em nome de Jesus Pedimos nesta hora os dons do teu amorSe temos algum bem, virtude ou domnão vem de nós, vem do teu favorPois que sem ti ninguémNinguém pode ser bomSó tu podes criar a vida interior Infunde, pois agora em todos nósQue como irmãos vamos refletirA luz do teu saber e a força do quererA fim de que possamos juntos construir E juntos cantaremos sem cessarCantos de amor para te exaltarÉs Pai, és Filho e és Espírito de paz Por isso em nossa mente Tu sempre reinarásAmém, aleluia Extraída do LP "Verdades que eu Rezo e Canto"P. 1977 - Paulinas-COMEP
VÍDEO COM IMAGENS ORIGINAIS DE MINHA AUTORIA FILMADAS EM DIFERENTES MOMENTOS DA ROMARIA:
VÍDEOS DE AUTORIA DOS ÓRGÃOS DE JORNALISMO DA REGIÃO.
Fonte: Portal TCM - TV Cabo Mossoró
Fonte: PORTAL DO SANTUÁRIO DO LIMA
Confesso que eu meus 20 anos de
vida, nunca tinha sentido uma emoção tão grande por parte dos fieis que se
reuniram às três e meia da manhã na Praça da Matriz de São José em Mossoró,
para tomarem seus carros, ônibus, vans e quaisquer outros transportes. Também
aos de outras paróquias e os de outras cidades como Antônio Martins, José da
Penha, Assu, Caraúbas e Apodi. Nós da Paróquia demoramos um pouquinho para
sair, pois muitos chegaram em cima da hora e alguns deles até chegaram quase na
hora de partir os transportes. Ainda buscamos um dos passageiros no bairro Nova
Betânia. Ao partirmos, primeiramente um sono bateu, por estarmos ainda pela
madrugada, eram ainda quatro e meia da manhã. O sol começou a nascer devagar e
humildemente por entre as montanhas da paisagem que se via por entre a vegetação
de caatinga das rodovias. Passamos por cidades vizinhas como Governador
Dix-Sept Rosado, Caraúbas, Olho D’Água dos Borges e por fim, chegamos a Patu
ainda um pouco sonolentos, mas a missão dali a pouco iria nos fazer despertar
pra valer. Chegamos na pracinha da Matriz, onde caminhando por uma pequena via,
paramos de frente à beleza que era a Matriz que ainda tinha uma torre-relógio,
por sinal, funcionando. Atrás da Matriz, a montanha nos dava um toque de paisagem
de cinema. No lado de dentro, muitas imagens, muitos motivos para entrar em
contemplação, o que mais chamou atenção foi uma imagem de Nossa Senhora das
Dores que muitas senhoras diziam ser Nossa Senhora dos Impossíveis. Do lado de
fora, rezávamos o Ofício de Nossa Senhora que consta no livrinho-manual do
Terço. Depois, todas as caravanas saíram em caminhada rumo ao pé da montanha.
Algumas pessoas de idade mais avançada, impossibilitados de andar e eu, por
exemplo, estava com um problema em um dos dedos do pé, segui até o pé da
montanha na van. Quando descemos do carro, a procissão ainda estava longe.
Então, juntamente com Dona Joana Dar’c, uma das muitas amigas da minha avó (também
Joana), subimos rezando um Terço da Misericórdia chegarmos ao pórtico da entrada
da passarela. Quando começamos a subir, eu ia na frente dela, mas sempre perto.
A partr de certo momento, ela rapidamente ficou para trás, pois fechei os olhos
e comecei a rezar, sinal pelo qual não estava pedindo forças, mas agradecendo
cada passo (que aliás, é isso que devemos fazer, já que estamos ali pra pagar votos
ou promessas, não precisamos mais pedir, mas agradecer cada passo dado). Ao
passar da “ponte” que fica ao lado de uma pequena fonte muito bonita, comecei a
escutar canções ecoando nos ventos, olhei para trás e vi um tapete azul de
homens cantando e rezando a Nossa Senhora. Peguei a filmadora e abri as filmagens
com chave de ouro. Chegando lá em cima, ajoelhei-me e agradeci a Deus pela
subida. Voltei ao portal de pedra e fiquei sentado esperando a procissão.
Depois de cinco minutos, eis que vinha humildemente a mãezinha em seu quadro
amparada por três escudeiros. Alguns segundos depois, se iniciou uma procissão
que durou quase quarenta minutos de gente chegando ao portal (sem exageros). Grande
era a fé daquele povo. Muitos por motivo de saúde subiram nos táxis e nas motos
que circulavam para cima e para baixo. Quando todos chegaram, deu-se um
intervalo e começaram-se os ensaios do som no palco para o show. Comecei minha
visita anual ao Santuário começando pelas feirinhas, onde pude adquirir duas
imagens que precisava desde o Renascer em fevereiro, que me foram indicadas a
comprar, um Sagrado Coração de Jesus e uma Nossa Senhora das Graças (esta
imagem, quem leu o artigo sobre o RENASCER em Fevereiro vai entender), ambas a
um preço bem acessível e a um bom tamanho, quase trinta e cinco centímetros cada
uma. Por fim, passei na Livraria do santuário, onde adquiri alguns produtos para
acentuar mais minha fé e na Pousada da Sagrada Família para comprar as senhas
do almoço. Ao me dirigir para a quadra principal, havia começado a missa.
Sentei-me no parapeito do paredão lateral esquerdo que possuía bancos de pedra
lavrada. A missa correu como de costume. Logo depois iniciou-se o show, em dado
momento dele tive que correr atrás do almoço, pois já tinha as senhas. A comida
estava maravilhosamente preparada e todos os que comeram se fartaram. Ao terminar
de almoçar, fui procurar Dom Mariano, que havia acabado também de almoçar e
estava rezando na capela de baixo. Ao terminar, pedi que abençoasse as imagens
e alguns livros devocionais que adquiri. Todos os anos tenho a honra de ter Dom
Mariano sempre ao meu lado, no ano passado, ele se sentou calma e simplesmente ao
meu lado na recitação do terço, este ano, eu estava de frente a ele e quando
ele saiu, não se negou a abençoar não só as imagens e os objetos, mas pôs a mão
em minha cabeça e disse “E a você também”. Aquilo me deu muito mais vontade de
agradecer a Deus, pois todos os anos, nossos caminhos se cruzam, mesmo que de
uma maneira inesperada, sempre fora das vistas alheias, mas nos encontramos.
Por fim, foi realizado o sorteio da televisão destinada a esse fim cujo ganhador
residia ali mesmo em Patu. Na hora da descida, Dona Joana, vendo que não iria
aguentar, pegou com uma ou outra dificuldade um táxi para voltar e me levou
junto, já que estava com dois pacotes e uma bolsa. Chegando lá em baixo,
caminhamos até a van e partimos de volta a Mossoró, era quase uma hora da tarde.
Saímos às uma e quinze de Patu, rumo a Caraúbas, pois alguns não haviam
almoçado. Saímos de Caraúbas de duas e meia, chegando a Mossoró de vinte para
as quatro da tarde. Esta foi uma romaria a ser lembrada. Rezemos pelas próximas
para que sejam maiores e tragam mais bênçãos a cada um de nós. Deixo um vídeo
para melhor ilustrar as cenas que vi nesta caminhada. Amém.
30/05/2012,
dia de Santa Joana Dar’c
Pedro
Augusto de Queiroz
Bacharelando
do 5° Período de Ciências Sociais da UERN
Com a apresentação do artigo à Turma de Catecumenato do Sábado, hoje (26), eu, Pedro Augusto agradeço a todos os que tiveram a "paciência" de lê-lo e mais ainda de ouvir as palavras deste modesto aspirante a sociólogo que tenta acertar o caminho que escolheu trilhar na grande escola chamada CATECUMENATO.
Agradecendo aos catequistas ANNA PATRÍCIA FREIRE e CAMILO BARROS
Mais uma vez agradecendo a oportunidade e deixando aqui o aviso de que a cada "RITO", "VIAGEM" ou até mesmo "EVENTO" eclesial que eu participar, deixo sempre um artigo.
APROVEITEM E LEIAM O ARQUIVO, POIS TÊM MUITOS OUTROS ARTIGOS MAIS SOBRE IGREJAS DO RN, SE ACHAREM INTERESSANTE.
ABRAÇOS... Pedro Augusto de Queiroz Bacharelando do 5° Período de Ciências Sociais da UERN
Era para ser uma celebração como qualquer outra,
mas terminou como um rito de passagem para uma maturidade cristã. Neste
domingo, 20 de maio, Domingo da Ascenção do Senhor, houve a Missa do Domingo da
Ascenção, mas junto a ela, houve também o rito de apresentação dos catecúmenos
de 2012 da Paróquia de Santa Luzia. Todos os sábados no centro Catequético Monsenhor
Humberto Bruening, a poucos metros da Catedral. Naquele ambiente posso dizer em
nome da turma que aprendemos muitíssimas coisas que não conhecíamos acerca do
mistério da Fé. De acordo com o casal de Catequistas como o qual, pela graça de
Deus, estamos caminhando, Anna Patrícia e Camilo, aprendemos primeiramente que
antes de ler qualquer fragmento da Bíblia, ou antes mesmo de nossas orações, é
preciso invocar o Divino Espírito Santo. Confesso que Este é meu padroeiro, mas
nunca tinha parado para pensar na possibilidade de invocar o “Consolador” para
minhas orações. Para completar, também aprendemos que sempre nos encontros, ao
contrário do que muita gente pensa ser só na missa, é preciso ficar de pé para
ler o Evangelho em comunidade. No Centro Catequético, descobrimos a força de
uma oração fervorosa, como a que encerra os encontros, pois a princípio das
explicações, precisamos organizar pouco a pouco as ideias novas que para muitos
de nós que não temos um estudo aprofundado da Bíblia, o que pode provocar
timidez em alguns de nós, mas após minutos de reflexão, entendemos e sentimos
cada vez mais vontade de aprender, porém esperamos pacientemente pela
continuação da caminhada no próximo sábado. Como prova do aprendizado, muitos
de nós já nos enturmamos um pouco na missa, mas isso é assunto para um pouco
mais adiante. No sábado dia 19, foi a preparação para o primeiro rito, com a
presença da catequista Gorete. Muitos dos que compareceram no sábado, não
apareceram no Domingo, e por este motivo, estão desclassificados do Catecumenato.
Estou começando a perceber o quão forte é a frase do Pe. Zeno Hastenteufel, que
dizia tudo no simples título de seu livro: “Crisma, a grande opção” (1978 –
Edições Paulinas). Ser amigo de Cristo é perigoso, mas compensa uma vida
inteira. No sábado, às dezessete horas, aprendemos mais sobre a Palavra de Deus,
e talvez a mensagem que mais tenha ficado não foram as leituras em si, embora
sejam mais importantes do que a própria aula, mas a mensagem que foi o divisor
de águas foi o pedido da catequista: “Releiam essa passagem em casa e o papel
com o roteiro do rito para decidirem com calma”. Muitos nem chegaram a entender
o porque da insistência, mas depois de ver que os mais empolgados apenas
estavam ali como eu, que há dois anos abandonei o primeiro catecumenato por
achar que estava enfrentando uma crise de religião e teatralizando minha fé
diante do Santíssimo em noites de domingo, a meu ver, erroneamente passadas.
Como de Agosto do ano passado para cá me senti chamado a ser parte da Igreja
novamente, decidi que levaria a sério esse negócio de catecumenato, só não
imaginei que arranjaria o melhor dos padrinhos e dos amigos nesta época da
minha vida, logo um consagrado (ou noviço, como ele mesmo me corrige). Quando
amanheceu o domingo, estávamos às oito da manhã na porta da Catedral, sentados
nos bancos, esperando nossa vez de dizer Sim a Cristo. Percebe-se que estamos
procurando alguém, mas a assembleia geral desconhecida quase não soube entender
a grandeza do rito para nós, catecúmenos. Percebi no sábado ainda que muitos
dos que estavam de cabeça baixa ou alegando um rosto sério, foram justamente os
que não compareceram. Pudemos perceber isso no pequeno ensaio (em cima da hora)
que foi feito sob supervisão do catequista Aristeu que atua como locutor da
Catedral. Senti orgulho por eles quando ouvi seus nomes ao microfone, era sinal
de que estavam se comprometendo para uma missão, pois o Batismo é o sacramento
do Pai, a adesão ao rebanho de Deus, a Eucaristia é o Sacramento do Filho; quando
a alma do Cristão entra em comunhão com o esposo da Igreja; e a Crisma é o
sacramento do Espírito Santo, aquele a quem todos à Igreja envia. Durante a
entrega dos crucifixos, olhei bem para cada um dos irmãos que o recebiam e
aderiam para uma caminhada longa e cheia de buracos, também cheia de atalhos,
mas que preferimos seguir pelo caminho reto, ele ainda está no meu pescoço e
acho que só o tirarei quando receber o sacramento, pois antes dele eu carregava
ao pescoço uma Cruz da Unidade, símbolo do movimento apostólico e mariano do
qual faço parte, o Terço dos Homens, sendo ela também associada à Consagração à
Nossa Senhora, o que de fato somos temos, só não passamos pelo rito, mas nos
consideramos entregues à Mãezinha. Quando entramos no corpo da assembleia da
missa, nos sentamos e acompanhamos a missa que demorou um pouquinho mais, mas
tudo o que é com e para Deus não cansa a ninguém. O salmo que foi cantado
apenas pelo coral era desconhecido de muitos, pois as canções de autoria do
pernambucano Pe. Reginaldo Veloso são cantadas mais na Quaresma, quando não há
uso de instrumentos, graças a Deus, eu tenho o LP original de 1979 que contém
esta música e sabia cantá-la, pena que acho que era só eu da turma que a cantava.
O ponto alto foi o momento da Paz de Cristo onde pudemos, literalmente, passear
pela catedral para oferecer o “Abraço da Paz de Cristo” a nossos irmãos e irmãs
do catecumenato, a nossos familiares, a nossos padrinhos (os que estavam lá), aos
nossos catequistas, ao Padre Walter e a muitos outros atrás de nós. Naquela
hora, conhecemos a estirpe do que é ser catecúmeno, anunciar onde estamos a
Paz, enquanto Deus, em suas três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo nos
preparam cada um segundo o seu nível do Sacramentário para anunciar a Sua Boa Nova.
Ao final, entramos na Sacristia e encerramos com um Graças a Deus coletivo, que
disse muito mais do que simplesmente Graças a Deus. Foi um prazer, imagino que
para todos este primeiro momento, para mim foi. Agradecendo a Deus por este
degrau que subo juntamente com todos eles. Agradeço também pela disposição dos
catequistas, tanto da quinta-feira quanto do sábado, e enfim, mesmo que meu
padrinho não tenha comparecido por estar servindo como acólito na sua paróquia,
sei que estava em sintonia com minha fé, como ele deve sempre estar depois do recebimento
do sacramento.
Este ano, encarei uma trinca que não esperava, pois
fui apresentado como catecúmeno no Domingo da Ascenção, no domingo seguinte,
como todos os anos, no Pentecostes, estarei no Santuário do Lima em Patu para a
Romaria Anual do Terço dos Homens e no domingo seguinte, se Deus quiser, dia 3,
será a festa da Santíssima Trindade, ocasião do meu aniversário, onde completo meus
20 anos de vida e espero serem os primeiros de amadurecimento da minha Fé.
22 de Maio de 2012,
dia de Santa Rita de Cássia
Pedro Augusto de Queiroz
Bacharelando do 5° Período de Ciências
Sociais da UERN